domingo, 26 de dezembro de 2010

Hicsos


Eles chegaram de repente, pilotando carros puxados por fogosos cavalos. Sabe-se que eram semitas e que vieram da Síria-Palestina, talvez empurrados pelas incursões de iranianos e anatolianos, à altura de 1.800 aC.  Transpondo a fronteira do Egito, invadiram o delta do Nilo, onde receberam  acolhida e reforço dos semitas já estabelecidos na terra de Goshen (citada na Bíblia como o lugar onde a família de Jacob se teria instalado, sob a proteção de José).
Máneton, que os chamou  -  não sem desdém -  de "Hicsos" (um termo cujo significado mais aceito é o de "príncipes dos pastores"), conta como aconteceu:.
" Tivemos uim rei chamado Toutimaios (...). Sucedeu que, no seu tempo, vieram do Oriente uns homens de raça ignóbil, que tiveram a ousadia de invadir nosso país e facilmente o subjugaram pela força."

Suprema vergonha!  Os invasores submeteram o Egito sem travar uma batalha sequer.
É bem possível que a rápida consumação da conquista se tenha devido não apenas à traqueza dos faraós da XIII Dinastia, mas também aos carros usados pelos conquistadores, que os egípcios desconheciam como arma de guerra.

De há muito, pastores e pequenos agricultores semitas deixavam seus lares, à época das secas, e buscavam refúgio no delta do Nilo. E não eram poucos os que acabavam ficando por lá, definitivamente. Portanto, a presença de semitas na região do delta constituia um processo pacífico de ocupação estrangeira, autorizado pelo governo egípcio, que usufruia desse imigrantes humildes como mão de obra barata e abundante, em obras públicas. Só que agora a situação era outra. Os que ingressaram no país, nos tempos do "rei Toutimaios", nada tinham de pacíficos. Ao contrário, não será absurdo associá-los aos temíveis "rutenu" e "aamu", citados em fontes egípcias nos tempos de Senusert I.

É ainda Máneton quem diz que, apesar de não encontrarem resistência, os "pastores" queimaram cidades, derrubaram templos de deuses egípcios e maltrataram os habitantes do país, matando alguns e escravizando outros.

O domínio dos Hicsos parece ter durado cerca de 500 anos, porém esse domínio quase sempre não se projetava muito além da região do Delta, tendo po eixo a cidade de Avaris, no nomo saíta. No sul do país, após um tempo de anarquia, organizou-se um governo nacional em Tebas, que se tornou o coração da resistência egípcia. Foi dessa cidade que partiu a força militar que acabaria por expulsar os odiados invasores semitas. Um fragmento do Papiro Sallier, redigido no tempo da XIX Dinastia, descreve como começou a luta que poria fim ao domínio dos Hiksos, 3 séculos depois.

Expulsos do Egito, alguns grupos semitas internaram-se na península do Sinai, onde levaram uma vida de beduínos por muitos anos, antes de retornarem à Palestina.  Entre eles, estavam os que viriam a ser conhecidos como "israelitas".
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alvaro Rodrigues (dez/2010)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A famosa foto de Che Guevara


A foto de Ernesto "Che" Guevara com sua boina negra  -  que o  Instituto de Arte de Maryland (EUA) considerou "a mais famosa fotografia do maior ícone gráfico do mundo do século XX'  -,   foi tirada por Alexander Korda, em 04 de maio de 1960, quando Guevara tinha 31 anos. 
Àquela data, um cargueiro belga, procedente de Antuérpia, que trazia um carregamento de armas de pequeno porte para Cuba - desafiando o embargo imposto  pelo governo dos Estados Unidos -, explodiu no porto de Havana, vítima de sabotágem. Uma centena de pessoas morreu e 300 ficaram feridas.  Avisado do ocorrido, Che correu para o porto. Ele tinha acabado de chegar lá quando foi  fotografado por Korda.



domingo, 12 de dezembro de 2010

Amarna



Tell el-Amarna é o nome moderno de Akhetaton, a cidade construída pelo faraó Akhenaton, por volta do ano de 1350 aC, que se tornou a residência real e o centro da revolução religiosa que o rei estabeleceu no país. Atualmente, ela é parte de um sítio desolado e desértico, à margem leste Nilo, na província de el-Minia, a meio caminho entre Cairo e Luxor (nos tempos antigos, ficava entre Menfis e Tebas).
  
É uma das poucas cidades do Egito que foi possível escavar de modo significativo, uma vez que, tendo sido abandonada (e amaldiçoada) menosde 20 anos após sua fundação, os antigos egípcios jamais voltaram a ocupá-la, circunstância que viria a preservar seu traçado e sua arquitetura.
  
À exceção do lado virado para o rio, a planície de Tell el-Amarna é inteiramente cercada por uma cadeia rochosa, interrompida, de vez em quando, por uadis. A parte mais importante da cidade compreendia o Per-Aton (conhecido como o Grande Templo de Aton) e o edifício oficial do estado (o Grande Palácio). Do outro lado da rua ficava a residência particular do faraó, ligada ao Grande Palácio por uma ponte. Perto dali, erguia-se o Arquivo Oficial, em cujas ruínas foi encontrada a correspondência diplomática trocada entre Amenhotep III, Akhenaton e TutAnkhAmon, com os soberanos vassalos da Mesopotâmia, Palestina, Síria e Ásia Menor (as famosas "Tábuas de Tell el-Amarna").
Maquete do que teria sido o Templo de Aton
Os túmulos dos funcionários foram cavados nos rochedos que cercam a planície. Se excluirmos Tebas e Saqqara, Tell el-Amarna é o único local que se pode descrever como uma importante necrópole do Novo Império. Esses túmulos formam dois grandes grupos e obedecem a um plano semelhante ao dos túmulos tebanos da 18a. Dinastia. A decoração era em baixo-relevo.
  
A primeira escavação arqueológica aconteceu em 1892, seguindo-se várias outras até 1936. A segunda guerra mundial interrompeu os trabalhos, que só vieram a ser retomados em 1977, com uma expedição da Egypt Exploration Society.
  
Embora tenha sido fonte de muitas obras de arte, Tell el-Amarna desilude aquele que a visita, pois quase não há edifícios em pé. O saque começou pouco depois da cidade ter sido abandonada, com a remoção de pedras para outros locais de construção.
A réplica de uma coluna marca o local onde,
muitos séculos atrás, um jovem faraó cultuava seu deus.


Annales


O que costuma ser chamado de Escola dos Annales, não é, exatamente, uma escola; melhor seria falar em movimento. Um movimento que ultrapassa as fronteiras do que foi publicado na revista "Annales d’histoire économique et sociale”.

O movimento passou por diversas reformulações, desde os tempos de Marc Bloch e Lucian Febvre. Nos anos 60, por exemplo, ele sofreu forte influência dos trabalhos de Fernand Braudel, até chegar na fase atual, chamada de Nova História, quando se destacam as obras de LeGoff e Duby.

Grosso modo, o movimento pretende ser renovador, reivindicando uma história experimental científica (até para torná-la mais "respeitável" nos ambientes acadêmicos), e orientando-se para uma "interdisciplinaridade" com as demais Ciências Sociais, sobremodo no aspecto metodológico.

É sempre bom considerar que grande parte desse impulso "renovador" da História, não nasceu entre os historiadores, mas entre sociólogos, quase todos de formação durkheimiana. Aliás, no início do Século XX, o debate entre historiadores e sociólogos tornou-se intenso e, não raro, conduziu a uma disputa ferrenha, com os sociólogos sustentando a necessidade de um padrão metodológico para todas as Ciências Sociais, inclusive a História.

Nesse contexto, tornou-se emblemático o argumento de Simiand de que qualquer ciência social, para merecer o título de "ciência", teria de aplicar uma metodologia "reconhecidamente científica", ou seja, partir de uma "hipótese", para desenvolver uma "pesquisa". É mais ou menos isso que o pessoal dos "Annales" pretendia, ao falar em "história-problema".

Contrapondo-se ao Marxismo, os Annales entendem que a economia (ou seja, o sistema produtivo) não é o fator dominante na organização e funcionamento da sociedade, porém longe de propor outro fator em seu lugar, sustenta que a tarefa do "cientista social" é explicar o social "complexificando-o" e não simplificando-o.

A concretização dessa proposta confere à História (ou melhor, a todas as Ciências Sociais) uma prolixidade que a torna inteligivel apenas por quem domina seus "códigos", a exemplo do que ocorre em outros ramos do conhecimento científico, literalmente restrito aos "iniciados" do setor.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sensibilidade social



Desenvolvimento, crescimento econômico, modernização do parque industrial, PIB, Renda per capita, e outros jargões da Economia, incorporaram-se ao "saber" (e ao repetir) de nossa classe média.

Mas como quase tudo em Economia, a verdade varia de acordo com o olhar e os indicadores comportam solertes armadilhas.

Se, por exemplo, um país como o Brasil, apresenta crescimento de 2% do PIB (o índice que mede a riqueza nacional) em determinado ano, isso significa que os brasileiros, de um modo geral, ficaram 2% mais ricos ou menos pobre, certo? 

Errado.

Assim seria se vivêssemos em uma sociedade igualitária ou perto disso. Mas a verdade é que, ao contrário, ostentamos a indigna condição de ser um dos países com maior taxa mundial de desequilíbrio sócio-econômico. Até na obra de um historiador renomado, como o anglo-egípcio, Eric Hobsbawm, o Brasil só é lembrado como "campeão da desigualdade".

Somos uma sociedade de classes, organizada segundo o modelo capitalista. E, como outras sociedades assim estruturadas, temos nossa elite sócio-econômica, que se apropria da fatia majoritária da riqueza produzida por toda a nação. 
Só que temos uma das elites mais vampirescas do planeta, e uma classe média com baixíssimo nível de consciência social.

Desse modo, em nossa amada pátria, ser socialista pode indicar, tão somente, alguém que dispõe de um pouco mais de sensibilidade social do que a maioria dos brasileiros. Alguém que ao ler que o país se desenvolveu, pergunta-se quem se beneficiou com esse desenvolvimento. Alguém que se interessa mais em acompanhar o IDH do que o comportamento do PIB e da Taxa Selic (ainda que seja importante também obervá-lo). Alguém que pode até não postular uma sociedade comunista, mas que considera indigna, desumana, e cruel a convivência da opulência com a miséria.

Há muitos que não têm essa sensibilidade.
Há muitos que a tem mas permanecem de boca fechada e braços cruzados, entendendo que não há como mudar esse cenário vergonhoso.
Há muitos que a tem, mas que a sufocam em troca de 30 moedas.
Há muitos que a tem, mas apenas agradecem a Deus não terem nascido no seio das camadas mais inferiores da pirâmide social.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

As decisões de Hitler




Decisões individuais não determinam o destino de um evento histórico da magnitude de uma Segunda Guerra Mundial, mas certamente influenciam, acelerando ou retardando os processos e seus tempos.

No tocante a Hitler, é comum se ler que ele perdeu a guerra por conta de sua teimosia e por ter ignorado os conselhos de seus generais. Mas não há elementos que corroborem tal conclusão. Certamente ele cometeu erros mas, de um modo geral, sua extraordinária capacidade de avaliar situações e identificar pontos fracos em seus inimigos, o levaram a tomar decisões em sua maioria exitosas para os seus objetivos.

Por exemplo, ele apostou, corretamente, que os franco-britânicos lhe dariam aTchecoslováquia numa bandeja de prata. E assim foi. (Mais tarde, referindo-se aChamberlain e Deladier, ele diria: “São uns vermes. Eu os vi em Munich”).

Também apostou que as potências ocidentais (França e Inglaterra) não arredariam o pé para ajudar a Polônia. Tanto que deixou poucas tropas na fronteira ocidental, que seriam facilmente vencidas se os franceses decidissem atacar. Mas Paris e Londres preferiram ficar quietos, numa postura defensiva, enquanto os panzers alemães trucidavam os poloneses. (Curiosamente, quando aURSS invadiu a Finlândia, os franceses correram a equipar uma força-tarefa para ajudar os finlandeses, que só não partiu porque, antes disso, Helsink capitulou).

A verdade é que o Ocidente não se dispunha a criar sérios embaraços àAlemanha, em seu avanço pela Europa Oriental, rumo à União Soviética. QuandoHitler ignorou, cinicamente, o Acordo de Munich, e em lugar de apenas os Sudetos, apossou-se de toda a Tchecoslováquia, o “apaziguador” primeiro-ministro britânico, Neville Chamberlain, limitou-se a lamentar: “Mr. Hitler não é um cavalheiro!”.

Hitler foi especialmente feliz ao adotar a estratégia de envolver as forças aliadas mediante um avanço pelas Ardenas, que os militares franceses (e não poucos generais alemães) consideravam inviável para manobras com tanques, haja vista sua intensa arborização. Guderian e Von Manstein provaram que era possível . Enquanto o comandante francês, Maurice-Gustave Gamelin, corria para o engodo belga, eles engaiolaram os aliados em um grande bolsão e tomaram Paris num piscar de olhos.

Em uma França ideologicamente dividida, onde quase a metade de sua classe dominante preferia juntar-se a Hitler numa cruzada contra a URSS, a “blitzkrieg” funcionou maravilhosamente (o general soviético, Tukhachevsky, já dizia que a “guerra relâmpago” alemã era muito eficaz quando dirigida contra um inimigo que não queria, realmente, lutar).

A decisão de firmar um Tratado de Não-Agressão com a URSS também foi uma manobra genial: apanhou os ocidentais de calças curtas e desarmou Stalin. Com isso, a Wermatch passeou na Polônia, sem recear ser surpreendida. (Constrangedora foi a situação em que ficaram os PCs europeus, obrigados a não mais hostilizar os nazistas. Muitos comunistas quase "piraram" nesse cenário insólito).

Mas houve momentos em que a avaliação de cenário e conseqüente decisões de Hitler não foram adequadas. Declarar guerra aos EUA (após Pearl Harbour) foi, provavelmente, um grande erro. Por que fazê-lo? Por solidariedade ao aliado japonês? Começa que Alemanha e Japão nunca foram, realmente, aliados. Seus interesses eram diferentes e, a longo prazo, conflitantes. Ademais, os japoneses não se mostraram nem um pouco solidários quando os nazistas invadiram a URSS. Preferiram firmar um acordo de não-agressão com os russos, apesar dos rogos deHitler para que atacassem os soviéticos pelo Oriente. Desse modo, Stalin pode deslocar as tropas que guarneciam sua fronteira oriental, para conter o furioso e demolidor avanço alemão, nos primeiros meses da Operação Barbarossa.

Tudo indica que, na decisão de guerrear os EUA, Hitler deixou-se levar pelo alto comando da Marinha alemã, que queria liberdade para atacar navios norte-americanos no Atlântico. Isso porque, embora oficialmente neutros, os EUAprestavam descarado auxílio (cobrado a peso de ouro) aos combalidos britânicos.

O resultado foi que, se em 1940 a Alemanha dominava quase toda a Europa e tinha contra si apenas uma Inglaterra de joelhos, no final de 1941 ela lutava contra 3 potências industriais: EUA, Inglaterra e URSS. Não havia como ganhar a guerra desse jeito.

A decisão de atacar os russos foi um erro? A médio prazo, ela provou ter sido fatal para o Nazismo. Mas Hitler não tinha escolha. Sem conquistar a URSS, sua estratégia mundial perderia qualquer sentido. Como ele mesmo disse: ""A luta pela hegemonia mundial será decidida pelo domínio do espaço russo. Sem isso, qualquer idéia de política mundial é ridícula, para a Alemanha".

Porque a Segunda Guerra Mundial foi isso: uma grande luta pelo domínio mundial, na qual os principais contendores foram a Alemanha, o Japão e osEstados Unidos.

Quando a guerra acabou, os EUA se haviam tornado os líderes incontestes do mundo capitalista , mas seu domínio mundial foi, por algum tempo, contestado por uma potência não-capitalista: a URSS. A disputa entre as duas super-potências (Guerra Fria) só se encerraria em 1991.
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alvaro rodrigues (novembro/2009)

Hiroshima




  Em 6 de Agosto de 1945, uma bomba atômica carregada de Urânio, batizada de "Little boy" explodiu a 576 m de altura da cidade japonesa de Hiroshima. A bomba foi lançada de um avião B-29, comandado porPaul Warfield Tibbets Jr, um dos melhores pilotos de bombardeiro doEsquadrão 509 que, desde 1943, era treinado nos Estados Unidos para a "missão derradeira". No corpo do avião, ibbets pintou um nome: "Enola Gay", em homenagem à sua mãe. 
Inicialmente, o alvo seria Kyoto, ex-capital e centro religioso do Japão, mas o secretário da Guerra, Henry Stimson, trocou-o por Hiroshima, por ser uma cidade situada entre montanhas, detalhe que amplificaria os efeitos da explosão.
  
Às 02:45h, o Enola Gay decolou da pequena ilha Tinian e, logo depois, levantaram vôo outros dois B-29 que tinham a missão de medir e fotografar a missão. Às 05:45h os aviões se encontraram sobre Iwo Jima, e seguiram para Hiroshima, onde chegaram às 08:15h.

Às 08:15:17h, a bomba foi lançada sobre a cidade.
Um minuto depois da explosão, George Marquardt, que seguia em outro avião, tirou a primeira fotografia da gigantesca bola de fogo que se ergueu da cidade.

No centro da explosão, a temperatura chegou a 4.000ºC, vaporizando em milisegundos milhares de adultos, crianças e animais, fundindo prédios e carros, reduzindo a pó uma cidade de 400 anos. Num raio de 2 quilômetros, tudo ficou destruído. Uma onda de calor intenso, emitia raios térmicos, como a radiação ultravioleta, destruindo tudo em seu caminho, chocando-se contra as montanhas e retornando à cidade.

Cerca de 75.000 pessoas foram instantaneamente mortas, 
sendo que dos corpos de muitas delas sobrou apenas a silhueta. Após a explosão, chegou "Kuroi Ame", a chuva negra radioativa que desceu sobre as ruínas da cidade, causando um grande número de vítimas nos dias seguintes.


Três dias depois, uma segunda bomba foi lançada sobre Nagazaki.

Em 10 de Agosto de 1945, o dia depois do ataque à Nagasaki, 
Yosuke Yamahata, começou a fotografar a devastação, realizando o registro fotográfico sobre os efeitos de bombas atômicas em seres humanos, pouco tempo após a explosão. Caminhando através da escuridão das ruínas e cadáveres, ele registrou o horror de duas cidades mortas, vítimas de uma das decisões mais desumanas adotadas por um país civilizado.

As forças de ocupação Americana censuraram as fotos das cidades bombardeadas. Elas foram classificadas como secretas por muitos anos.
O governo dos Estados Unidos não desejava que as imagens do horror fossem vistas pelo mundo. 

As Bombas Atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki mataram mais de
250.000 pessoas
, tornando-se um dos maiores massacres de civis da história da humanidade.